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Essas Coisas Verdes
What is. This work is an experience with what is. O que é. Esse trabalho é uma experiência com o que é. Fotografando partes da floresta, enchendo o quadro completamente com imagens ricas em
informações e exuberantes em detalhes. Elas deixam o olho passar o tempo vagando entre os galhos e passeando atrás das folhas. A ausência de pessoas ou de qualquer objeto feito pelo homem não ajuda o expectador a desenvolver qualquer significado exterior às imagens. Onde elas nos deixam é com cada um. Claro, existe o aspecto ecológico e o assunto do fim do mundo, mas não são esses os temas do trabalho. Qualquer imagem de natureza vai ter essas ramificações. Faço imagens de ocorrências naturais e tento não organizar ou compor. As imagens são casuais, quase acidentais. Eu olho e escolho. O quadro é cheio para não permitir que o expectador saia da imagem. A imagem não é organizada como a de um cartão postal, a natureza é mais caótica que isso. Pelo próprio caráter das lentes, parte da confusão existente é inevitavelmente eliminada ou corrigida. Se, em uma trilha, um galho grande está na sua frente, seu olho vai automaticamente contorná-lo. Mas se esse galho está na frente de uma lente, ela parece se prender a ele.
Eu perambulo pelas trilhas, em longas caminhadas pelas matas do Rio. Chego a lugares onde quero parar e olhar, às vezes porque meus pés estão doendo. As fotografias são resultados dessas pausas, a observação de que podemos olhar e através desse olhar, nos assombrar. Suspender a crítica, suspender os ruídos, somente ficar ali, com essas coisas verdes.
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Blur
Essas fotografias já foram chamadas de investigações sobre a ansiedade. Nelas, a ausência de foco é inquietante. As imagens suficientemente desfocadas obscurecem o tema e geram situações de indecisão. É difícil asseverar o que elas pedem. Decifráveis ou não, imagens mundanas se tornam índices de experiência pessoal desde que não transportem suficiente informação explícita para definir uma experiência exterior. Ao longo dos anos essas imagens foram mudando. Bem como o modo através do qual form criadas. Quase sempre houve movimento. Clicando sem parar, na corrida, da altura do quadril. Nunca parar. Talvez nem para olhar pela lente. Durante algum tempo todas as exposições foram feitas em quatro segundos. Pensei que pudesse incluir mais na imagem se deixasse aberto mais tempo o obturador. Mas realmente não funciona assim, de fato funciona assim mesmo, só que fica mesmo mais difícil decifrar a imagem. Mais uma vez [o espectador] fica a ponderar os remoinhos e redemoinhos da informação. O trabalho sempre incluiu um prazer sensorial.Por um lado o trabalho é inquietante e, por outro, reflete uma riqueza e textura que transmitem a suavidade da experiência.
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